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Vá de bike

Você curte andar de bicicleta? Conte pra gente!

 

Qual é a sua opinião sobre a mobilidade urbana aqui em Ijuí?

Não apenas em um contexto local, mas, mundial, o crescente número de automóveis é sinônimo de poluição ambiental e caos no deslocamento urbano.

A adoção da bicicleta nas rotinas diárias é uma alternativa em prol da qualidade de vida nas cidades.

Mas, usar a bike como meio de transporte, seja para o lazer, seja para o trabalho, seja para a atividade física, é uma atitude tênue na nossa cultura.

Afinal, você anda de bike aqui em Ijuí?

A médica veterinária Silvane Protti traz um ótimo exemplo. Ela conta que começou a usar a bicicleta a partir de uma brincadeira e, hoje, já está viciada. Em seu dia a dia a bike é protagonista, sendo o principal meio para deslocar-se pela cidade. Aos finais de semana, ela e seus amigos se reúnem pra pedalar em trechos mais longos e voltam com as baterias recarregadas. Chegam a percorrer distâncias de até 60 km.

E são vários os benefícios. “Economizo tempo nos deslocamentos e não me incomodo na busca por estacionamento. Saliento o trabalho aeróbico que só uma bike pode fazer. Recebi ordens médicas devido a uma alteração no exame de sangue onde o médico me orientou: exercícios, exercícios, Silvane. Esse foi também o estopim para o uso de um meio de transporte mais saudável, útil a mim e ao meio ambiente.
E sempre nas reconsultas médicas tenho excelentes avaliações”, conta Silvane.

Apesar de não abrir mão do uso da bike, Silvane confessa os inúmeros desafios que enfrenta diariamente por aqui. Desde a falta de qualidade dos asfaltos, ausência de ciclovias, desrespeito por parte dos motoristas, falta de estacionamento de bikes, entre outros. Ela lembra de algumas realidades fora do país. “Em viagens ao exterior chama-me muito a atenção os cuidados que todos dão aos usuários de bicicletas. Forma-se uma fila de carros atrás delas, mas, eles pacientemente esperam... As bikes têm sempre a preferência  além de excelentes trechos de pistas sinalizadas”, compara.

Apesar de diversos projetos que incentivam o uso das bikes no país, muito precisa ser melhorado. É uma questão cultural, que depende de infraestrutura, políticas públicas e da integração de instituições e pessoas com esse hábito.

E não custa encher os olhos com os bons exemplos de fora do país. Em alguns países da Europa, a bike é parte da rotina da maioria da população. 

É o caso de Dublin. Brasileira, de Salvador, Roseane Souza, mora na Irlanda. Ela conta que sai com a bike cedo da manhã pra ir para o trabalho e também à tardinha pra encontrar com os amigos. A bicicleta também faz parte dos seus finais de semana quando viaja, uma vez que o trem permite o passageiro transportar a sua bicicleta para lugares mais distantes. Ela ressalta que essa permissão só é dada nos finais de semana e durante a semana em horários de menos movimento entre 10h da manhã e 15h da tarde, o que facilita muito já que em Dublin venta muito e chove constantemente.

Imagem: Reprodução Facebook

 

“Aqui em Dublin, as pistas são largas e há faixas especiais para ciclistas e ônibus o que para mim faz toda a diferença. Andar de bicicleta na contramão e nos locais feitos para pedestres é ilegal”, explica Roseane.

A economia é um dos motivos que mobiliza grande parte dos ciclistas por lá. Afinal, segundo Roseane, o transporte público funciona muito bem, mas é caro. “Há muitos estudantes morando e trabalhando por aqui. Há quem seja bem remunerado e há também os que ganham o mínimo. Benefícios como vale alimentação e transporte nunca nem se ouviu falar por aqui. Então a bike acaba se tornando uma opção pra quem deseja economizar, uma vez que as passagens de ônibus são contadas por trechos e não por viagem, isso torna tanto o trem quanto o ônibus um meio de transporte caro”, explica ela.

Imagem: Reprodução Facebook

 

Além disso, os irlandeses gostam do contato com a natureza já que passam bastante tempo em casa por conta do frio.  

Por lá também rola o Dublin Bikes. Um projeto que cobre o centro da cidade e oferece bicicletas de aluguel. Paris e Barcelona têm projetos semelhantes. As opções contemplam um empréstimo a longo prazo (você pode alugar a bike por 1 ano) ou a curto prazo (você pode pegar um bilhete para 3 dias de aluguel). Ambos por um valor bem acessível.

E a Europa continua dando bons exemplos. Uma megaciclovia com 70 mil quilômetros de extensão será construída na Europa até 2020. Chamada de EuroVelo a ciclovia vai ligar um total de 43 países. Poderá ser usada tanto por turistas em grandes viagens quanto pelas populações locais em seu dia a dia.

E por aqui, o que estamos fazendo para ampliar o uso da bicicleta?

Você tem uma bike? Gosta de pedalar? Compartilhe a sua história com a gente. Bons exemplos, assim como os da veterinária Silvane Protti e de Roseane Souza podem inspirar mais pessoas.

Comente abaixo a sua história com a bike, acesse aqui ou encaminhe um e-mail para: atendimento@terravermelha.com.