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Tendências de marketing

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As transformações tecnológicas afetam os diversos segmentos sociais, influenciando os sistemas políticos, econômicos e culturais. Essa constante metamorfose inerente à sociedade pós-moderna, dá asas a novos comportamentos. As tendências em negócios seguem no ritmo desse desenvolvimento. A área da comunicação e marketing, por exemplo, conectada estreitamente com o universo tecnológico, reconfigura de forma contínua as suas estruturas, conceitos e tendências.

A partir desse contexto e pensando nas necessidades do mercado de marketing no atual cenário, a professora universitária e sócia-diretora da Agência Terra Vermelha, Nilse Maldaner, destaca a necessidade de construção de relacionamentos mais fortes dos públicos com as marcas. “Aqui entra o conteúdo, mas vejo esse conteúdo muito mais marcado pelo tom publicitário, que envolve nesse processo a persuasão, porém a persuasão a partir da escuta dos desejos do consumidor e da verdade da marca, seja de produto ou serviço”, afirma. Para ela, o conteúdo ganhou um destaque principal. Mais uma estratégia, em meio a outras, na construção de relacionamento com o consumidor.

Nesse sentido, o conteúdo aproxima clientes e empresas, estreitando as relações entre os mesmos. É através de informações de qualidade sobre temáticas úteis ao consumidor que ele vai selecionar a sua marca e escolher o seu produto ou serviço em meio a uma multidão de opções.  Analista de Conteúdo da MMDA, Augusto Salla, complementa que este é apenas mais um nicho, uma alternativa, que pode diferenciar a empresa, da mesma forma que você pode fazer isso através de um atendimento acima da média, um marketing de relacionamento que crie clientes fiéis, um produto com qualidade diferenciada, um serviço que funcione conforme o prometido.

(Google Imagens)

Além do marketing de conteúdo, um trabalho cada vez mais integrado às marcas atualmente, deve ser a otimização dos dispositivos móveis. Afinal, uma cena cada vez mais protagonista da cultura pós-moderna são pessoas com seus smartphones na palma da mão, tateando informação, entretenimento e comunicação através da tela do celular. Pare e comece a observar: em casa, no ônibus, em um passeio, em uma festa, nas lojas... sempre tem alguém vidrado no touchscreen. “Eu creio que teremos cada vez mais necessidade de campanhas que levem em conta o mercado mobile, especialmente num país como o nosso em que smartphones são a porta de acesso à internet para uma parte muito significativa da população, vide o relatório do Google”, acrescenta Augusto Salla.

Outra necessidade que vem sendo colocada em discussão é a questão da humanização das marcas. O publicitário Arion Fernandes explica que humanizar é transmitir uma imagem de marca com uma personalidade, uma identidade subjetiva da empresa/marca. É como se perguntar: se minha marca fosse uma pessoa, como ela seria? Feminina, masculina, divertida, séria, madura, jovem? Quais seriam os hobbys dela? Que assuntos a interessariam?

Para Arion, se esse processo é positivo ou negativo, ainda carece de muita discussão e resultados empíricos. “Aprenderemos pelos exemplos! O que se defende é que tornar a marca mais humana gera maior empatia com o público, que, por sua vez, busca relações menos frias e corporativas. O público quer tratar com pessoas, se identifica com perfis parecidos com os seus, busca marcas que tenham os mesmos princípios, a mesma visão de mundo. Assim, tornar a marca mais parecida com as pessoas que a consomem, criaria laços mais fortes entre elas”, explica. Para ele a regra é ser sincero. “Transmitir o que a marca é verdadeiramente. Se a sua marca se coloca com uma postura ecológica, por exemplo, ela precisa ser em todos os aspectos. O discurso precisa ser coerente com a prática. Identidade e histórias inventadas, não terão vez, cairão no descrédito do público”, finaliza.

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